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19/8/2008
Vendas do varejo crescem em junho

Fonte: IBGE

De acordo com o IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas as vendas do varejo cresceram 1,3% e a receita nominal 2,5%, em junho.

Essas taxas, da série com ajuste sazonal, continuam positivas, assim como as relativas a junho de 2007: 8,2% no volume de vendas e de 15,2% na receita nominal.

O volume de vendas acumulou 10,6% no semestre (maior taxa desde 2001) e 10,1% nos últimos 12 meses, enquanto a receita nominal acumulou 15,9% e 14,5%, respectivamente.

Na série ajustada, apenas um entre os dez setores analisados do varejo teve queda no volume de vendas: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,8%).

Na série sem ajuste, os dez setores cresceram: Equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação (40,1%) teve a maior alta e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%), a menor.

No segundo trimestre de 2008 as vendas do varejo cresceram 9,4% em relação ao mesmo período de 2007, menos que no trimestre anterior (11,8%) e que no último trimestre de 2007 (9,8%).

Em junho de 2008, o Comércio Varejista do País manteve-se em crescimento, com taxas de 1,3% para volume de vendas e de 2,5% para a receita nominal, na série com ajuste sazonal (em relação ao mês anterior), que, pelo quarto mês consecutivo, permanece com taxas positivas.

Na série sem ajuste sazonal o volume de vendas do varejo nacional cresceu 8,2% sobre junho do ano anterior, acumulando 10,6% nos seis primeiros meses do ano e 10,1% nos últimos 12 meses. As taxas dos mesmos indicadores, para a receita nominal de vendas, foram 15,2%, 15,9% e 14,5%, respectivamente.

Resultados setoriais

Para o volume de vendas com ajuste sazonal, nove das dez atividades pesquisadas cresceram:
• Combustíveis e lubrificantes (2,1%)
• Veículos e motos, partes e peças (1,7%)
• Tecidos, vestuário e calçados (1,7%)
• Livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%)
• Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,5%)
• Material de construção (1,2%)
• Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,0%)
• Móveis e eletrodomésticos (0,4%)
• Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%)
Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,8%)

em relação a junho de 2007 (série sem ajuste), o volume de vendas cresceu em todo o varejo:
• Móveis e eletrodomésticos (16,1%)
• Outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,3%)
• Combustíveis e lubrificantes (12,8%)
• Tecidos, vestuário e calçados (10,2%)
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%)
Equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação (40,1%)
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (8,9%)
Livros, jornais, revistas e papelaria (12,3%)

A atividade de Móveis e eletrodomésticos, com aumento de 16,1% no volume de vendas em relação a junho de 2007, proporcionou o principal impacto sobre a taxa do Comércio Varejista, sendo responsável por 30% da magnitude desta (Tabela 3). No acumulado do ano a taxa foi de 18,5% e nos últimos 12 meses, de 16,5%.

Esses resultados são não só positivos como superiores à média estabelecida no varejo, e continuam sendo explicados pela expansão do crédito; melhoria dos salários e redução dos preços dos eletroeletrônicos.

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba segmentos como lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos etc. exerceu o segundo maior impacto sobre a taxa do varejo, com variação de 19,3% no volume de vendas em relação a junho de 2007 e responsável por 18% da taxa geral.

Esse resultado mostra que a atividade continua sendo influenciada pelo quadro geral positivo da economia, acumulando no ano 21,5% e nos últimos 12 meses, 21,7%.

Em junho, a terceira maior contribuição para o resultado do varejo coube ao segmento de Combustíveis e lubrificantes, com 12,8% de variação do volume de vendas em relação a junho de 2007 e respondendo por 16% da taxa global do varejo. O acumulado no ano foi de 8,3%, e nos últimos 12 meses, 6,5%.

Atribui-se este comportamento à estabilidade de preços dos combustíveis e às condições econômicas do País.

O volume de vendas de Tecidos, vestuário e calçados cresceu 10,2% em relação a junho de 2007 e foi responsável pela quarta maior contribuição à taxa do varejo.

Esse resultado, provavelmente devido à antecipação das liquidações de inverno, faz as variações da atividade retornarem ao patamar dos dois dígitos, como nos quatro primeiros meses do ano, acumulando 11,6% no ano e 11,3% nos últimos 12 meses.

O segmento Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5% no volume de vendas em relação a junho de 2007) foi responsável pela quinta maior contribuição à taxa do varejo.

Esse resultado, bem abaixo do comportamento médio da atividade ao longo do primeiro semestre, pode estar refletindo o efeito da inflação sobre o consumo de produtos alimentícios.

Este fato pode não ter sido perceptível nos dois meses anteriores em função de datas comemorativas com muitas vendas, como Páscoa, Dia das Mães e Corpus Christi. Os acumulados no ano e nos últimos 12 meses foram, igualmente, 5,9%.

Resultados regionais

Das vinte e sete Unidades da Federação, apenas três apresentaram quedas em relação a junho de 2007:
Sergipe (-2,6%)
Amazonas (-0,8%)
Pará (-0,6%).

As maiores altas do volume de vendas foram
Roraima (15,4%)
Mato Grosso (12,6%)
São Paulo (12,3%)
Goiás (9,9%)

Quanto à participação na composição da taxa do Comércio Varejista, destacaram-se, pela ordem:
São Paulo (12,3%)
Rio de Janeiro (8,2%)
Minas Gerais (6,3%)
Rio Grande do Sul (7,3%)
Paraná (4,2%)

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